40% da população vê a aposentadoria como única fonte de renda

O anseio por um benefício constitucional, assegurado após determinado tempo de trabalho, reflete não apenas a busca por descanso, mas também a garantia de subsistência quando a atividade profissional já não é mais viável. 

A aposentadoria, instituto previdenciário almejado por muitos brasileiros, representa a perspectiva de uma vida tranquila e segura financeiramente ao encerrar a jornada laboral.

Contudo, o cenário previdenciário no Brasil está em constante transformação, impulsionado por fatores como o aumento da expectativa de vida, envelhecimento da população trabalhadora e déficits no sistema. 

Uma pesquisa realizada pela Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) no segundo semestre de 2023 revela que 42% dos brasileiros esperam depender exclusivamente da aposentadoria, um aumento considerável em relação à pesquisa de 2021, quando esse índice era de 30%.

Entenda mais sobre a pesquisa

A dificuldade em poupar dinheiro para o futuro é apontada como uma das principais razões para essa dependência crescente da aposentadoria. 

Edson Franco, presidente da Fenaprevi, destaca a falta de renda suficiente para investir no futuro e a carência de educação financeira entre os brasileiros como fatores contribuintes. Franco reconhece a complexidade de planejar o futuro diante das adversidades do presente.

A pesquisa também evidencia que as mulheres são as que mais contam com a renda da aposentadoria, enquanto os homens conseguem, em maior proporção, obter outras fontes de renda mesmo após a aposentadoria. Surpreendentemente, mais da metade dos entrevistados (55%) expressa o desejo de se aposentar aos 60 anos.

Porém, a insegurança quanto ao acesso à aposentadoria é palpável. As frequentes reformas previdenciárias, já somando sete desde a promulgação da Constituição em 1988, geram apreensão na população, que percebe esse direito cada vez mais distante. 

A extinção da aposentadoria por tempo e o aumento do tempo de contribuição, tanto para homens quanto para mulheres, são mudanças recentes que impactam significativamente.

Consequências das reformas

Trabalhadores informais enfrentam desafios adicionais decorrentes das reformas, com dificuldades no recolhimento e comprovação de vínculos que afetam a contagem de tempo trabalhado. A demora no atendimento para pleitear o direito também é uma realidade, com mais de 5 milhões de pessoas aguardando na fila para se aposentar.

Além disso, a complexidade das regras previdenciárias leva muitos a terem seus direitos negados. A falta de compreensão e o não cumprimento dos requisitos corretos, como documentação adequada, são obstáculos comuns. Nesse contexto, um planejamento de aposentadoria se revela crucial, oferecendo maior assertividade e garantindo a concretização desse objetivo tão almejado.

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